| (artigo
publicado na revista "Cover Teclado" ano 2/n0.
10 - Coluna musicalizando de Leila Sugahara)
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| Muitos
me perguntam por que musicalizar bebês. Como
já descrevi anteriormente, os sons e o ritmo
(ritmo é movimento) estão presentes na vida
do ser humano antes mesmo do seu nascimento,
através do corpo da mãe e de suas respectivas
reações e interações, mas é a partir do nascimento
que torna-se realmente importante estimular
e educar as funções cerebrais. |
| De
acordo com Walter Howard, autor de "A música
e a criança", educar significa despertar.
E despertar nunca é um empreendimento precoce,
sendo indispensável entregar-se a ela sistematicamente
desde os primeiros anos de vida, a fim de
que a criança, mais tarde, veja-a como uma
tendência natural de seu ser. Howard realizou
experiências com bebês onde os exercitavam
movimentando-lhes as pernas, cantando ou falando
ritmicamente, onde o objetivo era proporcionar
alegria à criança. Ele variava os tempos e
os timbres (pedindo à mãe, ao pai ou por assobios
cantar uma mesma melodia), evitando assim,
o perigo de adestrar a criança. Os exercícios
com as pernas tiveram naturalmente por resultado,
o aumento da destreza manual, e por conseguinte,
crianças observadoras, rítmicas, falantes,
mostrando todas as faculdades motoras e técnicas
bem desenvolvidas. |
| Jean
Piaget,
psicólogo e cientista suiço, descobriu que
a capacidade cognitiva (aquisição de conhecimento)
é uma evolução em estágios, dos comportamentos
mais primitivos até o nível adulto do raciocínio
lógico. O raciocínio é uma característica
da inteligência. Portanto, inteligência é
a capacidade de raciocinar, organizar e propor
soluções para as questões que vão sendo apresentadas
com graus de dificuldade cada vez maiores. |
| O
bebê, quando nasce, já dispõe de estruturas
mentais (formas de pensar), que apesar de
rudimentares só precisam ser estimuladas para
se desenvolverem. |
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Como
estimular o seu bebê
( Esquema de desenvolvimento mental segundo
Dra. Miriam Stoppard) Recém-nascido
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1o.
dia: escuta e permanece alerta.
3o. dia: reage quando se fala com ele e dirige
o olhar.
9o. dia: os olhos acompanham o som.
14o.dia: o bebê "reconhece"sua mãe.
18o.dia: produz sons e volta a cabeça na direção
dos sons que escuta.
24o.dia: já possui um vocabulário de sons
e a boca se torce ao ouvir a mãe.
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1
mês: abre e fecha a boca, numa imitação
da fala e irá adaptar o comportamento ao som
da sua voz. Aquieta-se quando você fala de
forma a acalmá-lo e torna-se agitado se você
usa tom ríspido ou fala alto demais. Converse
e cante para ele, abrace-o e embale-o. Mostre
as coisas perto do rosto para que ele enxergue.
Fale em voz cantada e ritmada, entoe canções
de ninar e ande com ele no colo, balançando-o
devagar nos braços.
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3
a 4 meses: começa a entender o próprio
corpo, move os olhos e os dedos de acordo
com a vontade, reage às conversas com vários
acenos, sorrisos, movimentos de boca, barulhos
e gritinhos. Realiza movimentos corporais.
Interprete canções infantis. Brinque com movimentos
físicos: sacudidelas delicadas, flexões de
joelho e de braço. Ofereça brinquedos de diferentes
texturas, formas e tamanhos que produzam sons.
Converse com ele.
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5
a 6 meses:
aumenta a concentração. Volta a cabeça na
direção dos sons e começa a agitar os braços
e as pernas, faz ruídos e outras vocalizações
com a finalidade de atrair a atenção. Brinque
de jogos como "Achou! " e "Mindinho e seu
vizinho".
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7
a 8 meses: o bebê começa a falar e vários
sons reconhecíveis serão ouvidos. Começa a
imitar coisas simples e antecipa repetições.
Apresente jogos rítmicos com palminhas e movimente
seus pezinhos e perninhas ao som de músicas
cantadas.
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À
partir de 8 meses: Dê brinquedos que produzem
sons e deixe brincar com colheres e copos
de plástico. Conte histórias, leia para ele,
cante, enfim, brinque bastante e demonstre
alegria.
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| Vale
um lembrete: apenas um aspecto do roteiro
se aplica a todas as crianças indistintamente.
É a sequência das etapas de desenvolvimento.
O ritmo e a facilidade de aquisição de uma
habilidade são individuais e particulares
de cada criança e, portanto, todos os prazos
e idades fornecidos devem ser encarados apenas
como referências para orientação. Podendo
ser um pouco antes ou um pouco depois das
idades descritas. |
| O
trabalho de musicalização para bebês em escolas
de música, tem a sua importância no aspecto
socializador, e por ser mais específico, falarei
sobre isso em outra edição. Então: até a próxima! |
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