| (texto
extraído da apostila "Musicalização
infantil para crianças de 2 a
6 anos" - Leila Sugahara)
"Não
existe idade mínima para começar
a educação musical.
Hoje em dia, muitos falam da importância
do estudo da informática, do
inglês, da natação,
desde a mais tenra idade, pois estudos
mostram que o cérebro precisa
de estímulos para se desenvolver
e se formar. Isso não quer
dizer que "forçamos"
a criança a aprender precocemente
(numa espécie de corrida contra
o tempo), e sim que quanto antes o
estímulo é dado, mais
instrumentalizada e preparada para
etapas posteriores ela estará,
desde que respeitadas as fases de
evolução da criança.
De acordo com várias pesquisas,
os bebês conseguem "ouvir",
dentro do útero materno, o
que se passa do lado de fora, como
sons do meio ambiente, música,
vozes, além de ruídos
internos, como por exemplo: os batimentos
cardíacos da mãe. Portanto
a musicalização começa
instintivamente, podendo ser estimulada
através de canções,
do conversar com o bebê, ou
colocando-se música no aparelho
de som.
A música se faz presente em
todas as manifestações
sociais e pessoais do ser humano desde
os tempos mais remotos. Antes mesmo
da descoberta do fogo, o Homem já
se comunicava através de gestos
e sons rítmicos. Da China ao
Egito, passando pela Índia
e a Mesopotâmia, os povos atribuem
poderes mágicos à música.
Ela faz parte das cerimônias
religiosas. A linguagem musical antecede
a fala. Em todas as civilizações,
costuma-se embalar e acalentar os
bebês com cantos e movimentos.
Isso mostra a universalidade da linguagem
musical, tanto sob o aspecto emocional
quanto social.
O desenvolvimento musical da criança
é, em linhas gerais parecido
com o desenvolvimento da música
na história (com base na etnomusicologia).
Portanto a vivência musical
deve começar cedo, partindo
de canções e brincadeiras
primitivas, em direção
a estruturas complicadas."
"...
Músicas, histórias,
danças, pintura, desenho, dobradura,
CD-Rom,sucatas, tudo pode e deve servir
como estímulo e recurso pedagógico.
O que reforça também,a
"Teoria das Inteligências
Múltiplas", elaborada
a partir dos anos oitenta por pesquisadores
da Universidade de Haward, liderados
pelo psicólogo Howard Gardner.
Ela sustenta que cada indivíduo
possui diversos tipos de inteligência
que podemos chamar de dons ou habilidades,
contestando a idéia comum de
que inteligência é sobretudo
a capacidade lógica-matemática.
Assim, a musicalidade, como um tipo
de inteligência, pode ser usado
como rota secundária, isto
é, pode ajudar no desenvolvimento
de uma outra inteligência, como
a matemática (habilidade para
o raciocínio dedutivo), a lingüística
(habilidade para lidar com palavras)
ou a espacial (orientar-se entre objetos),
entre outras.
Acredito que o processo de educação
musical deste fim de século,
na era da multimídia, deva
ser flexível e adaptável
à cada realidade social, respeitando-se
as fases evolutivas da criança,
sendo multidisciplinar e com objetivos
claros e precisos, preparando seres
humanos capazes de criar, realizar
e vivenciar emoções.
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